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Também e transtorno alimentar a fome de madrugada

Se você deita para dormir e tipo 2 a 3 horas da madrugada e sente uma vontade muito grande de ir para cozinha e geladeira e comer o que encontrar pela frente, ou perde o sono só de pensar naquela deliciosa sobremesa, ou não conseguir pegar no sono antes de beliscar um delicioso quitute. Se esse tipo de situação é familiar, o melhor que você tem a fazer é prestar atenção em como anda seu sono e seu humor.

Esse tipo de atitude ate pode parecem inofensivas, mas que não só põem o regime a perder como podem estar relacionadas com problemas que vão muito além da perda de peso. O mal, descoberto em 1955 e conhecido como a Síndrome da Fome Noturna, precisa de tratamento e merece atenção.

Essa síndrome é caracterizada por falta de apetite pela manhã, insônia e excesso de fome à noite. a síndrome está associada a períodos de estresse e acomete 1,5% da população geral. Mas o grupo de risco é enorme e atinge homens e mulheres entre 20 e 30 anos, mas é entre as pacientes do sexo feminino que os estragos são maiores. A fome da madrugada é considerada um transtorno alimentar quando combinada ao desequilíbrio do sono e do humor. Geralmente, eles são causados por stress e disfunções de substâncias secretadas no cérebro, leptina e a melatonina. A melatonina é responsável pela manutenção do sono, e a leptina age no centro de fome e saciedade.

Ela não marca hora e aparece no meio da noite (entre 20h e 6 horas da manhã) e não deixa que sono continue. A vontade de comer é tanta que é impossível não levantar da cama, muitas vezes a pessoa passa horas tentando pegar no sono e evitando ir até a cozinha, mas não consegue. Em clínicas para tratamento de obesidade, no entanto, 12% dos pacientes apresentam esse tipo de queixa. Entre os portadores de obesidade mórbida esse número chega a 26%.

Em estudo feito por uma universidade americana 10 pessoas com excesso de peso foram acompanhadas durante uma semana. Os dados obtidos incluíam a relação dos alimentos ingeridos e o número de interrupções do sono durante a noite, detectado por sensores instalados na cama. Quando foram comparados com o grupo controle, os obesos se alimentaram mais vezes por dia (9,3 versus 4,2 vezes), acordaram com maior freqüência durante a noite (3,6 versus 0,3) e consumiram proporção mais alta de calorias diárias no período das 8 da noite às seis da manhã (56% versus 15%).

Mas se mantenha calma, pois pode ser controlada, com a ajuda de um especialista, e ainda terapia, exercícios e, em último caso, os remédios para diminuir a ansiedade são empregados no tratamento. Mas o tem acontecido muito é que as pessoas não reconhecem isso como uma síndrome e acaba deixando a situação se prolongar por anos.

Mas deve saber que ela oferece diversos riscos para a saúde e para o regime. “A doença é considerada inimiga das dietas (3727), podendo até mesmo levar a obesidade, já que as pessoas acometidas por esta síndrome consomem muitas calorias durante a noite (cerca de 50% do total de calorias que são consumidas durante todo o dia) e comem principalmente alimentos como frituras e doces, muito calóricos. Assim, os riscos de adquirir diversas doenças ligadas à má alimentação, como gastrite, aumenta muito.

E um dos principais problemas que esta envolvido é que a maioria das pessoas desconhece esse tipo de problema, ai quando ela percebe que está enfrentando um problema de saúde ela deixa a síndrome virar um ciclo vicioso, causando falta de fome pela manhã, longos períodos de jejum durante o dia, falta de energia e alterações de humor. Tudo isso contribui ainda mais para a fome no meio da noite.

Ao perceber os primeiros sinais de fome no meio da madrugada deve procurar ajuda, pois isso é melhor solução para evitar doenças e ainda colaborar com o regime. E se você já sofre com esta síndrome procure acompanhamento medico e de uma equipe multidisciplinar, terapeuta e nutricionista. A evolução do tratamento depende da reeducação alimentar e de mudanças de comportamento, mas pode ter certeza que é possível conseguir vencer essa síndrome.

 

 

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Renata Costa

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