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Depressão na mulher

depre

Todo mundo acha vida muito complicada e muitas vezes quer desistir de tudo, e com isso vem o mau humor, fica chata, resmunga, mas se esses sintomas persistirem por um tempo você pode esta com depressão, olha nem sempre a depressão aparece daquele jeito clássico, onde a pessoa fica triste, chorando, deitada na cama, sem vontade de comer e com vontade de morrer ou de se matar. A depressão pode surgir com irritabilidade, cansaço, sensação de desamparo e desmotivação, e até com doenças como vaginites, gripes, herpes, gastrites, cefaléias, etc.

Por isso não fique pensando que a depressão só aparece do jeito clássico que a maioria das pessoas conhece, e mulheres entre 35 e 50 anos, passam por um período de alterações clínicas distintas, que pode decorrer de oscilações hormonais mais significativas, produção mais baixa dos hormônios ovarianos, irregularidades menstruais, alterações urogenitais, do sono, e até o humor e a memória.

A depressão é um transtorno complexo e que se manifesta, como vimos, através de sintomas físicos e psíquicos, por isso a a depressão a queixa mais prevalente de mulheres em período perimenopausa, principalmente as que já manifestaram quadros depressivos ao longo da vida, ela é uma distimia também podem cursar como uma co-morbidade do TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. É sempre orientado ao especialista fazer uma triagem para o TDAH, pois no TDAH as co-morbidades são a regra.

A menopausa é divida em em período perimenopausa (declínio da função ovariana até um ano após a menopausa), menopausa (término da atividade ovulatória folicular e um ano de amenorréia, ou seja, sem menstruar) e pós-menopausa (após um ano sem menstruar). E esses declínios hormonais vai modificando o eixo hipotálamo- hipófise-gonadal” feminino, com baixa secreção dos estrógenos e dos níveis de progesterona também, sendo essa uma das razões porque a mulher deprime mais que o homem, numa proporção de 2:1. Mas também apresentam vários tipos de transtornos do humor, desde a famosa TPM, à aos episódios depressivos na gestação (20%), ou no pós-parto (15-20%), ou na menopausa ou no climatério, e adolescentes e criança tem tido também e os casos são cada vez mais evidentes.

As oscilações na produção de hormônios sexuais podem alterar o humor da mulher em qualquer idade. Não raro, a depressão fica bastante agravada por fatores de ordem emocional e ou ambiental. Mas o importante é que a depressão pode estar sendo mascarada por um distúrbio hormonal.

Relacionamentos conjugais desgastados ou rompidos, apego excessivo da mulher na criação dos filhos, são grande fatores de risco, mas também outros transtornos psiquiátricos na família, doenças clínicas, condição socioeconômica baixa, baixa escolaridade podem causar o quadro de depressão e ainda podem ainda se ampliar, quando vários sintomas se sobrepõem, causando dificuldade no diagnóstico.

Além da terapia hormonal são usados medicamentos antidepressivo nos casos mais graves, e se tiver também ansiedade deverá ser administrado um ansiolítico como coadjuvante. O tratamento exige remissão total dos sintomas. Senão, o índice de recorrência é alto, cada vez mais, a cada episódio depressivo. Mulheres que já apresentaram mais de três episódios depressivos deverão fazer tratamento com antidepressivos por tempo indeterminado, pois as chances de recuperação caem para menos de dez porcento.

Deve ficar sempre atento aos efeitos colaterais dos antidepressivos, que podem variar desde boca seca, náusea, cansaço, tremor, prisão de ventre, sonolência, tonteira, ansiedade, dor de cabeça, ganho de peso, diminuição da libido, esquecimentos entre outros, eles são a grande taxa de abandono no tratamento.

Vai depender do tipo do antidepressivo usado a influencia de efeitos colaterais, bupropiona e a mirtazapina são os antidepressivos que menos causam prejuízo na libido, o que se sugere para diminuir os efeitos colaterais dos antidepressivos sobre a função sexual incluem conhecimento do fato pela paciente, reduzir dose do antidepressivo, substituir o antidepressivo quando possível ou acrescentar “antídotos”, como a bupropiona (inibidor da dopamina, que aumenta a libido) aos inibidores da serotonina. Se a assemelha a do placebo os risco de a bupropiona induzir disfunção sexual, por isso a a bupropiona o antidepressivo de escolha para o tratamento da depressão em mulheres com queixas sexuais ou aquelas no climatério ou na menopausa.

Sendo a bupropiona um agente dopaminérgico e noradrenérgico, vai estimular mulheres apáticas, letárgicas, obesas e com o grande diferencial de outros antidepressivos, pois a disfunção sexual é própria da depressão e das alterações hormonais dessa fase não é alterada com a administração da bupropiona, ela na realidade pode até beneficiar a atividade sexual além de tratar a depressão.

Você de saber que a disfunção sexual pode ser um sintoma que pode estar antecedendo a depressão ou até um sintoma próprio ou inerente à depressão ou ainda um sintoma residual de um quadro depressivo.

 

 

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Renata Costa

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