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Ser supreprotetora

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Toda mãe, toda mulher com os filhos acredita que deve proteger o pimpolho de muitas coisas, e muitas vezes ate de coisas corriqueiras como brincar na rua, pois a mãe acredita que o mundo lá fora reserva muitos perigos e riscos às crianças. Escolher a própria roupa, o esporte a praticar e até os amiguinhos, isso e muito mais. Apenas os pais sabem o o que é bom para a criança. E se você é mais um que concorda com estes pensamentos, é porque faz parte dos superportetores pais.

Uma das principais causas de mães e pais se tornarem supreprotetores é a mulher entrar no mercado de trabalho, mas também tem a violência generalizada e as mudanças nos padrões da educação costumam ser as razões que levam pais e mãe a criarem uma redoma de vidro em volta de seus filhos. Mas deve saber que se exagerar no zelo, poderá desenvolver uma criança insegura, intolerante a frustrações, dependente, tirana e o pior manipuladora.

Nos primeiros anos de vida a criança seja tratada com certos privilégios isso é normal, e nessa fase mãe e bebê são dois seres indiferenciados. Para sobreviver, a criança precisa que a figura materna ajude-a a decifrar o mundo e o seu próprio corpo, e vivem uma simbiose. Mas isso aos poucos isso deve ir diminuindo, e no decorrer do primeiro ano, nos seus acessos de raiva, o bebê tende a ‘atacar’ a figura materna quando frustrado.

Quando isso ocorre, é hora de se pontuar a separação entre um e o outro. Mas isso não significa que a mãe não deva consolar a criança frente à frustração, mas mostrar-lhe a importância dos limites. A criança deve perceber e entender que o outro está separado de si e não é sua propriedade, e isso é fundamental nessa época.

Umas das saídas de uma educação rígida e a entrada da mulher no mercado de trabalho fizeram com que as mães passassem a sentir culpa por se dividirem nos dois papéis, resultando no excesso de cuidados e no comportamento superprotetor, e juntando a isso os casos de de violência e agressão contra crianças, passou a ser necessário monitorados 24 horas/dia inclusive sob os “olhos” de aparatos tecnológicos como câmeras de vigilância e celulares.

Outro fator responsável pela bolha de proteção e o narcisismo dos pais. E muitos pais ainda deseja prolongar sua existência no filho, e não leva levar em consideração que é preciso desenvolver um outro ser humano que terá suas diferenças e um dia viverá separado dos pais, tendo que enfrentar o mundo com as ferramentas que adquiriu dentro da sua família.

Ser superprotetora vai tornando a personalidade da criança cada vez mais frágil, à medida que ela não aprende a conhecer suas verdadeiras capacidades. E isso vai tornando ela incapaz de enfrentar as dificuldades ou lidar com as frustrações. também pode sentir medo de encarar situações novas e relacionar-se com os outros. Ter falta de iniciativa e se distanciar da realidade, isolando-se em mundos alternativos, como videogames e computadores.

É uma das responsáveis pela formação de adultos tiranos, narcisistas e egocêntricos, isso a longo prazo. Por gerar a sensação de que, para tudo o que acontecer na vida da criança, sempre haverá alguém para lhe dar suporte, proteção e auxílio, saciar seus desejos e obedecer suas ordens é uma obrigatoriedade de quem esta a sua volta.

Estudos apontam que pais de idade mais avançada, adotivos ou que tiveram um filho único ou prematuro estão no grupo de risco dos possíveis pais que protegem demais. Mesmo que o comportamento humano não seja uma ciência matemática. E estas são situações nas quais ocorre uma apreensão maior quanto à segurança dos filhos e, como repercussão, aumenta-se a vigilância, ocasionando maiores possibilidades de ocorrência da superproteção.

Se quer saber se esta sendo superprotetora observe se a criança apresenta esses comportamentos.

Não querer sair de casa.

Praticamente nenhuma atividade externa e nada de prática de esportes e jogos com amigos, reduzido grupo de interação social.

Grande parte do dia no computador ou videogame.

Ter grande dificuldade para expressar sentimentos e se comunicar com os pais.

Ou se o filho está sendo impedido de vivenciar experiências por conta própria. É o caso de adultos que não deixam a criança chorar, como se ela não pudesse sofrer e aprender a enfrentar a tristeza. Ou pais que fazem de tudo para tirar as dificuldades do caminho da criança para que ela sempre vença e não conheça a sensação da perda.

Você como mãe ou pai deve dar a seus filhos a possibilidade de experimentar as situações da vida e isso é importante para ele. É muito comum que os pais pensem em esperar a maturidade dos filhos para deixar que as experiências de independência aconteçam. Mas a autonomia deve ser conquistada com a vivência gradativa, é preciso que os filhos aprendam a viver longe dos pais.

A criança deve sofrer situações próprias da faixa etária, isso ajuda para seu amadurecimento. E os pais não devem fazer desses perigos um motivo para isolar a criança e torná-la reclusa. Ela deve também guardar os brinquedos fazer a lição de casa sozinha, estender a colcha na cama, escolher suas roupas e guardá-las no cesto ou armário, levar o prato para a pia, acompanhar simbolicamente os pais na realização de tarefas caseiras são e outras atividades.

Os pais também precisam ser fortes ao lidar com as reações da criança: a independência pode causar revoltas, medos e frustrações. Durante o processo, são comuns as angústias de separação (dos pais) e fobias transitórias. Mas trata-se de um amadurecimento necessário para que a criança vá compreendendo a complexidade do mundo e dos seres humanos. Na vida todos passamos por erros e frustrações, e isso ajudam a melhorar nossa trajetória. Errar implica em um novo ciclo, a busca do acerto e de novas tentativas.

A educação e a presença dos pais na vida da criança apoiando-a sempre são suficientes para que ela faça as escolhas corretas, por isso tenha paciência e persistência, isso ajudará muito.

 

 

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Mônica Rabello

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