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Reforma ortográfica
O Brasil se prepara para reforma com data marcada para entrar
em vigor em 2009, a reforma ortográfica pretende fazer com que pouco mais de 210
milhões de pessoas em oito países que falam o português tenham a escrita
unificada, conservando as variadas pronúncias. Sancionada nesta segunda 29/09
pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A nova ortografia deveria começar, também, nos outros cinco
países que falam português (Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor
Leste). Mas eles ainda não ratificaram o acordo.
O fim do trema está decretado desde dezembro do ano passado.
Os dois pontos que ficam em cima da letra u sobrevivem no corredor da morte à
espera de seus algozes. Enquanto isso, continuam fazendo dos desatentos suas
vítimas, que se esquecem de colocá-los em palavras como freqüente e lingüiça e,
assim, perdem pontos em provas e concursos.
Favoráveis ou não às mudanças ortográficas, especialistas
ouvidos são unânimes ao afirmar que as novas regras do hífen são as mais
polêmicas e que exigem maior trabalho da Academia Brasileira de Letras (ABL) na
implementação do acordo ortográfico.
O problema é Portugal, que está hesitante. Do jeito que está o
Brasil fica um pouco sozinho nessa história. A ortografia se torna mais simples,
mas não cumpre o objetivo inicial de padronizar a língua.
Hoje, é preciso redigir dois documentos nas entidades
internacionais: com a grafia de Portugal e do Brasil. “Não faz sentido”, afirma
o presidente da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vilaça.
Especialistas estimam que seja necessário um período de dois
anos para a sociedade se acostumar. É pela sala de aula que a mudança deve mesmo
começar, afirma o embaixador Lauro Moreira, representante brasileiro na CPLP
(Comunidade de Países de Língua Portuguesa). “Não tenho dúvida de que, quando a
nova ortografia chegar às escolas, toda a sociedade se adequará”.
Hoje existem duas ortografias oficiais da língua portuguesa: a
do Brasil e de Portugal. A norma portuguesa é a que serve de referência para o
ensino de português em outros países.
O português, segundo estudos, é a quinta língua mais falada no
mundo o que dificulta o estabelecimento da língua como um dos idiomas oficiais
da Organização das Nações Unidas (ONU). A ortografia-padrão facilitará o
intercâmbio cultural entre os países que falam português. Livros, inclusive os
científicos, e materiais didáticos poderão circular livremente entre os países,
sem necessidade de revisão, como já acontece em países que falam espanhol. Além
disso, haverá padronização do ensino de português ao redor do mundo.
Calendário das mudanças
As mudanças na escrita começam a valer a partir de 1º de
janeiro de 2009.
De 2009 até 31 de dezembro de 2012, ou seja, durante quatro
anos, o país terá um período de transição, no qual ficam valendo tanto a
ortografia atual quanto as novas regras. Assim, concursos e vestibulares deverão
aceitar as duas formas de escrita – a atual e a nova.
Nos livros escolares, a incorporação das mudanças será
obrigatória a partir de 2010. Em 2009, podem circular livros tanto na atual
quanto na nova ortografia.
O que muda na escrita
As mudanças serão apenas na ortografia, permanecem as
pronúncias típicas de cada país.
De acordo com especialistas, 0,45% das palavras brasileiras
sofrerão alterações, ao passo que em Portugal haverá mudanças em 1,6% dos
vocábulos. As regras que mudam são as seguintes:
Novas letras:
Há a incorporação do “k”, do “w” e do “y” ao alfabeto. O
número de letras passa de 23 para 26.
Trema:
Deixa de existir. A grafia passa a ser: linguiça e frequente.
Acentos diferenciais:
Serão suprimidos acentos como o de “pára”, do verbo parar.
Acentos agudos de ditongos:
somem os acentos de palavras como “idéia”, que vira “ideia”.
Acento circunflexo:
somem os acentos de “vôo” ou de “crêem”.
Hífen:
Palavras começadas por “r” ou “s” não levarão mais hífen, como
em anti-semita (ficará “antissemita”) ou em contra-regra (ficará contrarregra).
Em Aberto:
O acordo não define todos os usos de hífens, por exemplo.
Assim, palavras como pé-de-cabra, ainda não têm o rumo certo e dependem da
elaboração de um vocabulário pela Academia Brasileira de Letras e pelos órgãos
dos outros sete países signatários.
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- Izabelle: Raiis olá, eu falei isso tbm pra elle uma vez! mais talvez essa seja a solução! oq eu maiis quero nessa...
- Rais: Oi Izabelle… Eu tb fiz isso uma vez, me arrependi, e sabe o que eu propus? Falei pra ele me trair...
- Izabelle: estou muito arrependida !