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A competitividade conjugal pode acabar com o seu namoro.
Hoje, mulheres e homens no mercado profissional competem de igual para igual, e isso invadiu a esfera amorosa, as mulheres de modo geral quer ser a melhor profissional, mãe exemplar, da turma a mais gostosa, namorada melhor, no qual funções antes divididas entre os sexos se uniram, e hoje são estipuladas de acordo com o tempo livre e a dedicação de cada um à relação.
Assim a competição invadiu o campo amoroso e familiar, fazendo com que caricias e beijos, dessem espaço a discussões e crítica mordaz. Começando quando o homem ou a mulher sentem a necessidade de mostrar superioridade sobre o outro, seja pela posição profissional, pelo salário, pela beleza ou status, iniciando na relação o mal estar geral.
Um dos primeiros sinais de competição no relacionamento essa pequena frase “Eu te amo muito!” e o outro responde “Não, amor, eu te amo mais!”, por mais inocente que possa parecer, o diálogo esconde a semente da corrida conjugal, e está presente no cotidiano de todo casal, já que existe uma negativa do amor do parceiro, seguida da afirmação de que o seu sentimento é muito maior.
Outro problema que também acontece é quando estão juntos e um dos dois pensa, que com o tempo, conseguirão mudar o comportamento do outro. Isso é uma grande ilusão. A não ser que o parceiro se sinta prejudicado e trabalhe a favor dessa mudança de comportamento, o fato de ter alguém querendo mudá-lo vai trazer a sensação de cobrança.
É possível que um casal que se ame tenha uma relação competitiva, brigando frequentemente, e pessoas que são muito competitivas têm uma necessidade de auto-afirmação muito grande. Nesses casos são pessoas inseguras e imaturas, e querem provar seu valor e cobram o reconhecimento do parceiro, gerando o conflito.
É aconselhável o casal dialogar, para evitar brigas e discussões, mas não existe regras de conduta nesses casos. Pequenas ações tomadas em parceria fazem a diferença no desenrolar da relação, além de beneficiar a individualidade de cada um. É conveniente combinar um dia da semana em que cada um tenha liberdade para sair com seu grupo de amigos pessoais, se possível no mesmo dia para os dois.
Mas também existe um lado bom da competitividade, por mais estranho que pareça, isso ocorre quando a disputa permite uma reflexão sobre o triunfo do parceiro. Isso acontece quando o companheiro percebe o esforço e o sucesso do outro e se sente motivado a buscar o próprio aprimoramento, gerando uma competição saudável, sem despertar nenhuma agressividade.
O verbo amor deve ser diário, uma escolha que tem que ser feita todas as manhãs. O casal que se ama mesmo com as diferenças e deseja ficar junto, exercite o dialogo e coloque essa postura nova em pratica.
Mônica Rabello
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